03 outubro, 2009

As três peneiras

Pedro foi transferido para uma nova função. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: - Chefe, o Sr. nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele… Nem chegou a terminar a frase, João, o chefe, aparteou: - Espere um pouco, Pedro. O que vai me contar já passou pelo crivo das 3 peneiras ? - Peneiras? Que peneiras, chefe ? - A primeira, Pedro, é a da VERDADE. Você tem certeza de que este fato é absolutamente verdadeiro ? - Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei, foi o que me contaram. Mas eu acho que… E, novamente, Pedro é interrompido pelo chefe: - Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para Segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito? - Claro que não! Deus me livre, Chefe - diz Pedro, assustado. - Então, continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira - Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar este fato ou mesmo passá-lo adiante ? Não chefe. Analisando com o critério da peneira da VERDADE e a peneira da BONDADE, vi que não há NECESSIDADE o eu iria contar - fala Pedro, surpreendido. - Pois é Pedro. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? diz o chefe sorrindo e continua - Da próxima vez em que surgir um boato por ai, antes de passar a diante ou julgar os outros, submeta o fato a analise das três peneiras: VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:

  • PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;
  • PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
  • PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

Vivemos em sociedade, por isso não é fácil não "emitirmos" nossa opinião, não é fácil não julgar os outros, mas o mais grave é termos a falsa impressão de estarmos ajudando os outros ao comentarmos um fato sem antes não termos a humildade de praticamos o mesmo julgamento com nós mesmos, não temos a humildade para admitir que ainda não nos livramos, ainda não estamos garantidos de não praticar os mesmos erros que julgamos que os outros tenham cometido!

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